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MADONA E O MENINO![]()
(Extraído do livro: Projeções da Consciência / Capítulo 21 / Pag. 73-74 / Waldo Vieira)
9 de setembro de 1979, domingo. Às 20 horas e 35 minutos deitei-me do lado esquerdo, após exercícios de reflexão semiconsciente desde às 19h 09min.
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Ao virar-me para o lado esquerdo, depois da consulta ao relógio, as vibrações aumentaram. Fiz uma tentativa para decolar, sem alcançar êxito. Na segunda vez, virei o psicossoma para a direita, saí, fiquei de pé sobre a cama e vi a consciex (consciência extrafísica) de minha mãe, Aristina, que veio num abraço emocionado. Deu para observar claramente a sua fisionomia e comentei:
- A senhora está mais jovem e bonita. Parece com aquele seu retrato de madona que está na gaveta das fotografias. Está um pouco mais cheia de rosto.
Ela sorriu e houve referência ao Arthur que dormia ao quarto próximo, interposto entre o escritório, no outro extremo do corredor, e a minha base física. Ao falar dele, nasceu-me o impulso de vê-lo. Era a minha criatura-alvo. Imediatamente, estava à beira do seu leito, onde, com a ajuda da consciex de minha mãe, foi possível pegá-lo de imediato. Aos afagos da consciex, a conscin do pequeno, despertou extrafisicamente e, ao perguntar-lhe se queria ver como voava o foguete sobre o qual conversara antes de dormir, ele, parecendo consciente, desejou experimentar.
Fiz uma levitação rápida, sozinho, com a forma de Arthur nos braços, em pleno ar livre da noite. Após rápidas idas e vindas para cima e para baixo, em todos os sentidos, sobre o mar até o Morro Dois Irmãos, com o garoto radiante de júbilo, fiz um pouso temporário num dos saguões da construção inacabada das instalações do Panorama Palace Hotel, na encosta do morro próximo.
Examinava o Arthur que parecia estar nu, passando a mão nas suas costas e por seu corpo, quando fez-se presente, de supetão, uma consciex, homem ainda jovem, querendo uma abordagem com a intenção de brincar com a "consciex" na condição de criança.
Ao pedir serenamente à consciex para se afastar, ela pulou, com um salto, a meia-parede do esqueleto da construção sumindo dentro da noite em direção à favela contígua. O Arthur estava mais ou menos consciente, mas conservando a sua mentalidade de criança.
Em segundos, retornei ao apartamento, conduzindo Arthur ao soma, no seu quarto de dormir. Não mais vi a consciex de minha mãe. Senti os indícios energéticos da presença do corpo denso e, qual limalha atraída pelo imã, aconteceram a reintegração e o despertar imediato.
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Ao pressionar o relógio, o mostrador luminescente indicou-me 10h 52min da noite. Tive ainda alguns minutos de hesitação se levantava ou não para o registro, pensando na lucidez da consciência antes, durante e após a projeção, findo os quais visitei os aposentos do garoto para vê-lo repousando placidamente. Consultei a gaveta das fotos para colher o retrato de Aristina, tirado em 1930, e confirmei a comparação da fisionomia. Elisabeth estava na sala vendo um programa de televisão. Disse-me que eram umas 8h 10min da noite quando observara, pela última vez, o Arthur dormindo tranquilo.
Em razão na natureza idividualíssima da projeção consciente, infelizmente, nem sempre é possível evitar aborrecer o leitor com histórias de família. Que posso fazer?
Os meus atos intrafísicos iniciais para a projeção comum, no caso, em decúbito dorsal, obedecem a uma sequência:
1. Colocar os pés distantes um do outro deixando o corpo humano inteiramente à vontade, com todas as partes confortáveis.
2. Descansar os braços estendidos ao lado e as mãos separadas ao longo do corpo ou sobre as pernas, sem cruzá-las.
3. Repousar a cabeça numa posição que não force o pescoço.
4. Conservar o rosto sem contrações musculares.
5. Cerrar as pálpebras como se fosse dormir.
6. Evitar engolir saliva ou forçar a aspiração forte de ar pelo nariz.
7. Alcançar, com o relaxe, não movendo nem os dedos, a imobilidade completa ou a semiletargia.
8. Pouco a pouco deixar, mentalmente, de sentir o soma, pensando que não existe mais o corpo material.
9. Ter pensamentos de paz concentrados no ato de se projetar, imaginando a saída do psicossoma do corpo físico ou celular.
10. Desejar, intensamente, flutuar acima do soma ou rolar o psicossoma para um lado, conforme a preferência do momento.
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