A REENCARNAÇÃO INSTANTÂNEA

(Extraído do livro: Viagem Extrafísica / Páginas 106-109 / Geraldo Medeiros Jr.)

Projeção ocorrida em 2 de novembro de 1994.

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Resolvi deitar-me para descansar. A noite estava agradável. Tudo calmo, pois estava sozinho em casa aquela noite.

Pratiquei alguns exercícios de projeção e, ao finalizar o último da sequência, senti a presença de uma consciência. Eu estava em vigília, porém aquele tipo de energia era bastante diferente em comparação a outras consciências com as quais eu havia me encontrado até então. A consciência parecia estar me monitorando para colher maiores informações sobre mim. Não me assustava nem me sentia invadido. A energia que captava da consciência era boa e incrivelmente familiar.

Resolvi projetar-me para um encontro cara a cara (?). Ao sair do corpo, percebi uma forma luminosa de forte intensidade. Não estava no ambiente do meu quarto. Estava numa zona intermediária, ponto de encontro entre consciências que habitam orbes diferentes. A consciência brilhava em várias cores. Não possuia nenhuma forma. Grosso modo, parecia uma esfera de luz que pulsava em níveis diferentes de frequência. Ao percebê-la, senti alegria e tranquilidade. O mesmo pude perceber quando a consciência me detectou. Imediatamente iniciamos uma conversa que não era linear, mas o assunto parecia vir em conhecimento total, em bloco. A consciência iniciou seu diálogo da seguinte forma:

- Já nos conhecemos. Você se utiliza disso?

Respondi:

- Disso o quê?

- De um conjunto primitivo?

Percebi que estava se referindo ao corpo físico. Então respondi:

- Qual o problema? Parece perfeito para mim.

A consciência questionou:

- Como você o mantêm?

- Devo alimentá-lo, vesti-lo, limpa-lo, enfim, conservá-lo para uma boa manifestação no meio em que estou, assim poderá durar muito tempo.

- Tempo? Que tempo?

Respondi:

- Um tempo de aproximadamente 70 anos.

A consciência diminuiu seu brilho que em seguida retornou com toda intensidade:

- Você se dá conta do que está dizendo? Somos praticamente auto-sustentáveis, praticamente eternos, não sofremos restrições, tampouco temos o trabalho de manter um corpo. Por que necessita utilizar um corpo tão primitivo?

Fiquei pensativo e respondi:

- Talvez tenha sido minha opção, ou seja, tentar sentir o que podemos realizar quando nos manifestamos em bases de restrições.

A consciência respondeu:

- Você por acaso procurava evolução assim?

Respondi:

- Sim, talvez tenha sido esse o intuito.

A consciência:

- Nunca me utilizei de um corpo. Não vejo lógica nisso. A utilização disso parece mais uma demonstração de alienação ou masoquismo do que uma tentativa de evoluir. Não necessitamos de corpos. Podemos nos manifestar em várias dimensões ao mesmo tempo, sem a necessidade de utilizarmos sentidos lineares. De qualquer modo, sinto que você acha que não tenho gabarito para dizer isso, sendo que nunca me utilizei de um físico, certo?

Imediatamente concordei. Talvez essa minha reação tenha sido mais de despeito do que aprendizado. Ela respondeu:

- Volto já.

Sua luz enfraqueceu até desaparecer. Fiquei num local pensando que tinha desistido de continuar aquela conversa sem sentido. Observei à minha volta que tudo era calmo, o local estava escuro e vazio. Não havia referência de formações ou construções naquela dimensão. Subitamente a consciência retornou com toda intensidade de luz. Perguntei:

- Onde você esteve?

Respondeu:

- Agora já sei. Acabei de retornar de uma vida física. Encarnei e vivi durante 92 anos como mulher. Interessante, porém massacrante e tedioso. O nível de aprendizado que podemos obter como encarnado é muito irregular. Passamos mais tempo conservando o corpo físico do que aprendendo efetivamente. O fato de estar se utilizando de um corpo não significa que esteja evoluindo. Evolução é questão de raciocínio e determinação, e não uma questão de corpo.

Fiquei confuso. Imediatamente perguntei como poderia ter vivido 92 anos se havia acabado de desaparecer e reaparecer em frações de segundo.

Respondeu:

- Aqui você não pode aplicar o tempo. Você já sabe. Sabendo disso, deixa as restrições conceituais de tempo e espaço para a sua dimensão. As coisas aqui funcionam de maneira bem diferente. Lá não é o seu lugar. Fala como se pertencesse àquele lugar. Abra sua mente e aplique os conceitos restritivos para o seu dia-a-dia físico, porém à consciência você não poderá jamais aplicar tais conceitos.

Piscou duas vezes, o que traduzi que iríamos nos ver novamente. Retornei ao físico e registrei o ocorrido. Ponderei sobre a experiência e, acredite, minhas considerações sobre a existência física se modificaram profundamente.

Durante o contato que tivemos, a comunicação foi ampliada a níveis impossíveis de ser relatados. A comunicação era em nível energético e não linear. O sentido das coisas, na comunicação energética, atinge uma amplitude inimaginável.

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